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quarta-feira, 6 de maio de 2009

DN de 06.05.2009: Manuel Alegre prestes a anunciar "decisão final".

Está prestes a terminar o tabu de Manuel Alegre.

No próximo dia 15 o deputado anunciará, em reunião com apoiantes, a sua "decisão final" sobre se aceita, ou não, ser recandidato a deputado pelo partido nas próximas legislativas.

Em declarações ao DN, o deputado arrasa a ideia de bloco central (aliança PS+PSD).

Recorda que o PS só perdeu com a experiência.

Começa a aproximar-se a hora em que Manuel Alegre revelará se tenciona, ou não, ser recandidato a deputado pelo PS.

O ex-candidato presidencial disse ao DN que "uma decisão final" será anunciada numa reunião com apoiantes, dia 15, num hotel de Lisboa.

Uma reunião que Manuel Alegre define assim mesmo, "de apoiantes", ou seja, para lá das duas organizações que nasceram da sua candidatura presidencial de 2006: o MIC (Movimento de Intervenção e Cidadania, basicamente composto por independentes) e a Corrente de Opinião Socialista, a tendência que formou dentro do PS.

"A reunião será para anunciar uma tomada de posição minha perante as legislativas e o que fazer", disse Manuel Alegre ao DN. Sem, no entanto, abrir o véu sobre qual será o sentido da sua decisão.

Só garante que será "final".

Apoiantes do deputado socialista ouvidos pelo DN recusaram também adiantar prognósticos.

Ou melhor: tanto há quem ache que Alegre aceitará ser novamente candidato a deputado (e Sócrates convidou-o publicamente, numa entrevista à RTP, no princípio do ano) e quem ache que, pelo contrário, deverá recusar o convite.

Nas mesmas declarações, Alegre aproveitou para tornar claro que é completamente contra a ideia de se formar uma solução do Governo do PS com o PSD, o chamado bloco central, caso o PS volte a vencer as legislativas - mas desta vez, como todas as sondagens apontam, sem maioria absoluta.

Uma solução que, recorde-se, já alguns destacados militantes do PS, como Jorge Sampaio, João Cravinho ou Paulo Pedroso apresentaram como inevitável, face à crise económica.

"Não é uma solução democraticamente sã. Defrauda o sentido do voto. É contrária à maioria eleitoral sociológica do País - que é de esquerda", disse o deputado socialista.

Para Manuel Alegre, a restauração do "bloco central" (aliança que governou o país entre 1983 e 1985) pode ainda ter duas consequências: "ou a fusão do PS e do PSD ou a implosão dos dois partidos, com a recomposição do espectro partidário, à esquerda e à direita".

E "tem ainda o inconveniente de dar no plano político uma expressão mais acentuada ao já existente bloco central dos interesses, o que também não é bom para a saúde da democracia".

O ex-candidato presidencial desaconselha ainda comparações com o "bloco central" que governou Portugal de 1983 a 1985.

"A situação era muito diferente. O País estava à beira da bancarrota. E existia uma relação excelente entre o líder do PS, Mário Soares, e o líder do PSD, Mota Pinto. Mesmo assim, no final, o PS ia morrendo da cura [nas legislativas de 1985 o PS passou a segunda força, trocando com o PSD, que passou a primeira].

O bloco central beneficia sempre a direita."

Alegre viu-se envolvido nos últimos dias numa nova polémica com o dirigente socialista José Lello, membro do secretariado nacional do PS - e que em tempos já o tinha acusado de falta de ética.

Lello criticou-o por, alegadamente, nada ter dito em solidariedade com o cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu, Vital Moreira, alvo de insultos numa manifestação da CGTP organizada em Lisboa para comemorar o 1º de Maio.

Alegre, porém, nessa altura já tinha condenado os incidentes, com um texto escrito no seu site pessoal.

Ontem, interpelado pelo DN, o ex-candidato presidencial recusou pôr mais achas na fogueira.

"José Lello não é um autor que eu leia", afirmou.

Lello, pelo seu lado, considerou insuficiente que Alegre se tenha pronunciado apenas no seu site, que "não fala aos portugueses, é só para apaniguados".