Bem-Vindos a "O Bar do Alcides"!

* O Bar do Alcides não faz favores a ninguém!
* É apolítico e imparcial!
* Todos os portugueses são vítimas da MAÇONARIA, que continua destruindo a nossa Nação!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

DN de 06.05.2009: Loureiro recusa falar do Conselho de Estado.

Manuel Dias Loureiro, ex-administrador do BPN, recusou ontem comentar a sua permanência no Conselho de Estado.

Depois de cinco horas na comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN, e no dia em que o Diário Económico (ver caixa) referia que Paulo Rangel defendia a saída de Dias Loureiro do Conselho de Estado este foi peremptório: "Não comento aquilo que as pessoas dizem."

Perante a insistência dos jornalistas, frisou já ter "dito isso várias vezes", isto num dia em que os pedidos para que abandonasse o órgão consultivo do Presidente da República se multiplicaram.

Dias Loureiro regressou ontem ao Parlamento tendo avançado com uma declaração inicial em que se dizia "indignado" com o facto de ter sido acusado de mentiroso por causa das suas declarações na primeira vez em que se deslocou à comissão de inquérito ao caso BPN, a 27 de Janeiro último.

"Senti-me indignado e pedi para ser ouvido novamente na comissão", afirmou Dias Loureiro comentando as notícias do Expresso.

Conselheiro de Estado a convite de Cavaco Silva, sublinhou que longo da sua vida profissional foi "sempre questionado e escrutinado", designadamente pelos jornais pelo que não aceita as diversas referencias a "contradições" entre as suas declarações de Janeiro, no Parlamento, e o que se apurou em posteriores audições e em documentação entretanto coligida pela comissão.

"Não se falseia um carácter durante 30 anos", sublinhou, em defesa do seu nome e honra.

Dias Loureiro - que tinha afirmado ao DN de ontem ir fazer apenas "precisões de datas e de nomes" - lembrou que a 27 de Janeiro declarou no Parlamento que o negócio de Porto Rico, que levou à compra da tecnológica Biometrics, foi feito através de um veículo offshore.

O conselheiro de Estado adiantou que não referiu o nome do Excellence Assets Funds (EAF), apenas por não se lembrar, uma vez que se trata de um negócio com vários anos.

"Não faltei à verdade. Eu não tenho um arquivo de memória e na comissão disse o que tinha na minha memória", comentou, aliás , logo na altura em que se começou a a falar das contradições das suas declarações.

Recorde-se que, em Janeiro, Dias Loureiro disse desconhecer o EAF, tendo lembrado ontem que sempre falou numa sociedade offshore e que só não referiu o nome EAF por não se recordar.

Hoje, a comissão parlamentar de inquérito ouve também pela segunda vez José Vaz Mascarenhas, presidente do Banco Insular, instituição que foi responsável por significativos prejuízos do BPN, entretanto nacionalizado.

Vaz Mascarenhas começou por pedir para ser ouvido nesta segunda vez por escrito, mas os deputados insistiram na audição presencial.