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terça-feira, 5 de maio de 2009

DN de 05.05.2009: PS e PSD rejeitam bloco central sugerido por Sampaio.

Ex-presidente da República diz que a situação do País pode exigir uma coligação entre PS e PSD após as legislativas. Partidos recusam.

O PS chama-lhe uma "possibilidade remota", o PSD uma impossibilidade.

É a reacção dos dois partidos à ideia de uma coligação defendida por Jorge Sampaio: em entrevista ao Diário Económico, o ex-presidente da República afirmou-se preocupado com a governabilidade do País e sustentou que "pode ser necessário um bloco central para garantir estabilidade".

O "não" social-democrata a este cenário foi contundente e veio pela voz da presidente do partido.
Manuela Ferreira Leite afasta qualquer coligação com os socialistas, em resultado das próximas legislativas - algo "verdadeiramente impensável", afirmou ontem, invocando "diferenças de política".

"Não vejo qualquer possibilidade, comigo, de uma coligação com o engenheiro Sócrates.

Estes dois protagonistas são verdadeiramente opostos", defendeu Ferreira Leite, em Viana do Castelo.

"Os meus princípios, os meus valores, a políticas que eu proponho são radicalmente opostas ás do engenheiro Sócrates", acentuou.

Classificando a hipótese de um bloco central como "fantasia", a líder social-democrata defendeu que "o que torna um País ingovernável são as políticas, não são os governos minoritários".

"O PSD deve, e pode, ganhar as eleições, e quando ganhar as eleições logo se vê a orientação que se segue", sublinhou Ferreira Leite.

Na passada semana foi a própria líder social-democrata a trazer a questão para a ribalta, ao afirmar que estaria disponível para qualquer entendimento pós-eleitoral - após o que veio recusar que este fosse um sinal de abertura à hipótese de um bloco central.

No PS, o porta-voz do partido, Vitalino Canas, afirmou em declarações à TSF que a hipótese de um bloco central é uma "possibilidade remota".

"O bloco central teria problemas muito graves de legitimação política, do ponto de vista democrático", referiu o dirigente da actual maioria, defendendo que esta solução daria aos "partidos da extrema esquerda ou direita" o estatuto de partidos de "alternância democrática", hoje dividido entre socialistas e sociais-democratas.

Também António Vitorino disse ontem, na RTP, não ser um "entusiasta" do bloco central - "Não é a solução mais adequada na actual conjuntura".

No entanto, questionado sobre a solução de governo caso as legislativas resultem na vitória de um partido sem maioria absoluta, Vitorino sublinhou que "esse é um cenário que nenhum partido aceitará antecipar".

Para a mesma situação alerta o politólogo Manuel Meirinho, ao defender que no actual contexto pré-eleitoral, o discurso partidário não poderia ser outro que não o da recusa da hipótese de um bloco central (ver entrevista na última página).

Um cenário que está muito longe de agradar aos pequenos partidos, que ontem não pouparam nas palavras para criticar um eventual bloco central.

Para o comunista José Catalino, membro da comissão política do partido, esta "é uma ideia gasta".

"Temos 30 anos de políticas do bloco central", sublinha, defendendo que o necessário é uma "ruptura" com esta situação.

Pelo BE, Francisco Louçã defendeu que esta seria "a pior de todas as soluções" - "É a que nos traz ao vício, a falsificar o resultado das eleições, a fazer batota eleitoral".

Já Paulo Portas, líder do CDS, sustentou que "há uma tentativa" de resumir a escolha política "ou à extrema-esquerda ou ao centrão".