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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Quem é Teresa Leal Coelho do PPD/PSD?




Teresa Leal Coelho, a Vice do PSD e autora do relatório sobre as secretas e onde eram feitas as já muito polémicas referências à maçonaria, não é uma personagem qualquer e tem um historial rico em trapalhadas, estando associada a boa gente (Vale e Azevedo, o tal que quer ser asilado político) que lhe dá um ar mais sério.

O melhor cartão de visita da agora senhora deputada deve começar com: despedida do Centro Cultural de Belém e demitida do Benfica, onde foi administradora da SAD com o respeitável Vale e Azevedo.

Viria a ser demitida por Manuel Vilarinho quando se recusou a deixar voluntariamente e, como é usual quando há novo líder, o tacho encarnado.



Favoreceu amigos no CCB, mas é “inocente”, apesar de condenada duas vezes.

Voluntária também não foi a polémica saída do CCB, depois de na altura da campanha intercalar para a câmara de Lisboa, em 2007, ter sido acusada de favorecer amigos em contratos com o CCB, em particular Emídio Rangel, com quem teria na altura uma relação, e a produtora UAU.



Membro ilustre da família PSD onde foi alto quadro dirigente no tempo de Cavaco Silva, Vale e Azevedo viu-se na contingência de sair do partido e rumar ao trono encarnado quando, recorrendo aos dotes que lhe são já conhecidos, tomou para si a verba da venda da quinta da Ribafria (propriedade do partido, paga com dinheiro alemão para lá ser criada uma escola para formar quadros-dirigentes do partido ).

Vale e Azevedo, ligado ao PSD, tinha uma procuração para vender a quinta, mas na tentativa de venda, aplicou numa offshore 1,5 milhões de euros dos empresários Cesinando Guerreiro e José Rufino, que ficaram a arder com o dinheiro.



No PSD ficaram intactas as boas relações e, prova pública disso mesmo, entregaria ao militante nº1 do partido, Pinto Balsemão, os direitos de transmissão dos jogos do Benfica, que não tinha por direito entregar, como se viria a provar mais tarde.



Ou seja, é muito séria esta senhora deputada e amiga de gente também muito séria.

Pena é ser sempre perseguida e protegida pela “falta de transparência”.