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domingo, 25 de outubro de 2009

Expresso de 25.10.09: Director do "Público": "Sócrates tentou impedir artigos sobre a licenciatura".



Já há conclusões do inquérito ao caso do e-mail divulgado pelo DN?
Não sei de nada. Sou uma das oito pessoas que recebeu o email e como tal fui ouvida.

Acha importante ver este assunto esclarecido antes de sair?
Não faço questão disso. Confio no inquérito que está a ser conduzido pelo departamento jurídico da Sonae.com.

E continuam a investigar o caso das escutas a Belém?
É um tema que se mantém na agenda. Há muito por clarificar e sabe-se muito mais do que se sabia na altura, nomeadamente sobre o papel do assessor Rui Paulo Figueiredo.

Mantém a convicção de que houve uma vigilância...
Não mantenho convicção nenhuma! O que foi escrito no "Público" é que na Casa Civil do Presidente havia suspeitas de vigilância. Dito por mais do que uma fonte. Há ainda coisas que não estão esclarecidas e que não consegui compreender com a intervenção do Presidente. Mantenho vontade de saber mais.

Reconhece erros na forma como a informação foi produzida?
Dizer que tudo foi escrito sem uma falha seria, no mínimo, audacioso. Alguns dos textos deveriam ter sido feitos com mais cuidado e com mais tempo.

O Provedor do "Público" fala de uma agenda política escondida...
Fala nisso num texto. No seguinte, não. Diz que o "Público" poderá ter ficado refém de fontes. O que é uma coisa que, por vezes, acontece, mesmo involuntariamente. O Provedor reconheceu sempre que o primeiro texto devia ter saído. Só no segundo reconhece erros...

... grosseiros, diz ele
Erros de mal-entendidos, de late-night. É uma notícia que tem pontos fracos.

Não sente necessidade de reconhecer que "o 'Público' errou"?
Já foram feitos vários editoriais e dito o essencial. Houve um erro logo assumido: uma tentativa de contacto com Rui Paulo Figueiredo para o local errado. Houve ainda um mal entendido sobre o trabalho feito pelo correspondente da Madeira, que confirmou a presença do assessor na comitiva presidencial, quando não era esse o ponto. Isso estava confirmado, importava verificar a estranheza do seu comportamento.

O vosso livro de estilo exige que se seja "tão rigoroso quanto possível"!
Com distância, acho que se podia ter sido mais rigoroso no segundo texto. Mas as circunstâncias em que acabou por ser finalizado - somos um jornal diário - a impossibilidade de recolher uma resposta do Presidente...

Mas voltando à agenda política.
Não há agenda política nenhuma!

Nem sequer é uma questão nova...
É completamente nova quando é assumida por jornalistas!

Mas a ideia de que é cavaquista...
Nunca ouvi isso, confesso.

Como contra-ponto à má relação com o Governo e o primeiro-ministro...
Peço desculpa: a má relação é do primeiro-ministro em relação a mim. Não de mim para ele. Não tenho uma má relação pessoal com ninguém. Não tenho razão para isso.

Essa má relação começou quando?
Não consigo situar, mas é anterior à sua chegada a primeiro-ministro. Enquanto ministro do Ambiente almocei com ele algumas vezes para esclarecer assuntos que saíam no jornal e que ele considerava serem campanhas contra ele. Por exemplo, uma das queixas dizia respeito a um cartoon que foi publicado sobre a co-incineração. Ele não tinha sequer reparado que era uma edição especial onde só existiam ilustrações dos cartoonistas! O cartoon fora encomendado de véspera e acompanhava um texto que até, se quiser, era favorável ao Governo. Mas ele estava convencido que era uma maldade propositada contra ele. Conhecem a personalidade do primeiro-ministro e sabem que estas coisas não passam facilmente. As coisas tornaram-se muito complicadas quando ele quis que não se publicasse a investigação sobre a licenciatura na Universidade Independente.

Acha ilegítimo que o primeiro-ministro tente impedir a publicação de uma notícia?
Não digo isso. É normal que os agentes do poder político protestem sobre o que foi publicado. É muito mais raro que tentem impedir a sua publicação.

O patamar de José Sócrates é diferente dos outros agentes políticos?
É e não pode ser. Os políticos têm de se habituar a ser criticados. Não podem tomar tudo a peito. Nunca o primeiro-ministro deu uma entrevista ao "Público", teve dezenas de pedidos. No caso da licenciatura, só falou comigo por minha insistência. E foi a única vez, em quatro anos e meio como primeiro-ministro. Nesse telefonema, marcamos um encontro, que desmarcou mal a notícia saiu. José Sócrates é o único primeiro-ministro - com excepção de Santana Lopes, que nem deu tempo - com quem não tive nenhum encontro.

O bloqueio arrastou-se para os Ministérios?
Teve altos e baixos. Mas nunca tinha conhecido uma situação com este tipo de dificuldade e de intensidade.

José Sócrates tem um lado totalitário na relação com os media?
O termo é demasiado forte e próprio de um regime que não é o nosso. Tolera mal as críticas e vive mal com elas.

O "Público" não se transformou numa espécie de oposição ao Governo?
Não me sinto nada líder da oposição, fiz imensos elogios a medidas deste Governo. Fiquei surpreendido quando o primeiro-ministro disse que eu era o seu melhor inimigo.

Essa guerra aberta não condicionou a forma de fazer jornalismo do "Público"?
Não é verdade. É normal que os Governos no início tenham um estado de graça, que com a passagem do tempo se vai desgastando. Os jornais reflectem isso, há mais noticiário negativo.

Nunca tivemos um primeiro-ministro tão escrutinado como este...
Se calhar também nunca tivemos um primeiro-ministro com tantos assuntos no seu passado que merecessem ser escrutinados. Motivos que a própria Justiça considerou deverem ser escrutinados, abrindo inquéritos, averiguações. Mesmo quando nenhum jornal disse haver crime. Como no caso da licenciatura, não se falou irregularidades. Eram procedimentos estranhos, pouco habituais para quem faz uma licenciatura...

Sente que há uma desconfiança pessoal de José Sócrates em relação a si?
Não lhe sei dizer. Não compreendo e não acho saudável uma relação de um primeiro-ministro com a imprensa que é determinada por ele gostar, ou não, das críticas que lhe são feitas.

O país é menos livre do que era há quatro,cinco anos?
Sim, por várias leis limitativas da liberdade de expressão: estatuto dos jornalistas, a forma como a ERC exerceu o seu mandato, o facto de durante muito tempo se sentir que os principais grupos de Comunicação Social estavam condicionados pela expectativa do que iria suceder com o quinto canal. Felizmente, não foi para a frente a pior dessas leis: a da concentração de meios. O que é objectivo é que descemos no ranking da liberdade de imprensa e isso não contando com o que se passou na TVI.

Não foi também a cultura jornalística que mudou? Há menos profundidade, menos investigação e reportagem...
De uma forma genérica os órgãos de Comunicação Social dispõem de menos meios do que no passado. Há a pressão de colocar as coisas no online. Reconheço isso no "Público". Reconheço que todos os dias cometemos erros. Há algumas características do jornalismo que, de uma forma genérica, se tornaram mais superficiais. Temos procurado contrariar isso, mas há uma tendência para alguma superficialidade e para muito sound byte. Não só por culpa dos políticos. Muitas vezes porque aquilo que se persegue é a reacção imediata. E isto não é um fenómeno só português.

O "Público é, hoje, um jornal pior do que era quando entrou?
É diferente. Tem mais espaço do que tinha para a opinião. Tem o P2 que nos obriga, diariamente, a aprofundar assuntos. Há dez anos, a média dos textos era maior. Mas os tempos mudaram. Há muitos mais canais de televisão, há a Internet, é um ambiente de comunicação completamente diferente. Temos um suplemento cultural muito mais forte. Damos menos importância à política do que quando cheguei. Mas o certo é que, se o jornal não tivesse influência nesta área, o primeiro-ministro não teria de dizer o que disse sobre nós.

O "Público" não está a acabar, então? Falava-se na hipótese da edição de papel se fazer apenas aos fins de semana...
Este ano toda a gente discutiu tudo abertamente. Não é um cenário que se coloque, seria suicidário.

E o "Público" pode mudar de mãos?
Nunca tive essa indicação por parte do accionista

A sua saída pode facilitar negócios?
Não sei. O que sei da intenção do accionista é o de que quer manter o "Público" fiel à sua matriz original de independência e com este tipo de jornalismo.

Acha que é uma coincidência o facto do dois jornalistas nomeados pelo primeiro-ministro no Congresso do PS - Manuela Moura Guedes e José Manuel Fernandes - saírem este ano dos seus lugares?
No meu caso é completamente coincidência. Tomei a decisão de sair, na minha cabeça, em Maio.

Não sente que pode ter esta leitura?
Não. Dizer que o "Público" lutou contra o primeiro-ministro é injusto, como é injusto dizer que esteve colado à agenda do Presidente. Tive muitas posições críticas em relação ao actual primeiro-ministro.

Não acha que foi imprudente ao aparecer no meio de uma iniciativa da campanha eleitoral do PSD?
Fui sempre assistir a comícios ou iniciativas de campanhas eleitorais. Esta foi a única em que fui eu o centro da notícia. Nalgumas das intervenções a que assisti até foram dadas notícias relevantes, mas só ligaram ao facto de eu lá estar.

Vai continuar na administração do Público?
Não sou administrador, sou jornalista. E vou continuar ligado ao jornal. Vou escrever opinião, numa coluna semanal, e a direcção quer que me encarregue da parte dos livros de não-ficção, escrevendo e pedindo a pessoas para escrever sobre isso. Se calhar não fico no quadro do "Público", mas isso ainda não está fechado. Fico ligado ao jornal e colaborarei com a direcção no que for preciso. Mas não fico, fisicamente, na redacção. Mas não vou ficar numa prateleira dourada. Nem sequer numa prateleira.

Sai porquê?
Por motivos pessoais e profissionais. Tenho nos últimos 20 anos sido sempre membro da direcção e 11 anos estive como director, e até mesmo administrador. E há muitas coisas no jornalismo que ainda gostaria de poder fazer. Gosto muito de ser jornalista. Vou ter mais disponibilidade para fazer coisas que, num trabalho de 16 horas por dia não posso. Como escrever.

As suas memórias?
Quem é que escreve memórias aos 52 anos? Não. Gostava de escrever, regressando a sítios onde fiz reportagens. Desenvolver e aprofundar matérias. E isto tem a ver com a saturação de um tempo que foi muito exigente. Em 20 anos nunca consegui fazer férias completas.

Parece a descrição de quem vai calçar as pantufas e ter uma vida calma.
Não sou capaz de ter uma vida calma. Senti que, ao fim destes anos todos, era possível uma substituição sem turbulência. Senti, também, que essa substituição era necessária. Os tempos exigem pessoas de uma geração mais nova. E eu não gostaria de ter de sair um dia por me dizerem que eu já não estava a dar. Preferi ser eu próprio a antecipar quando estava começar a não ter capacidade de mobilizar uma equipa a 120%. E foi uma decisão totalmente minha.

Pensa ter alguma actividade cívica ou política?
Política, não. Cívica, já tenho. Ajudo a minha mulher que é presidente dos Bombeiros de Almoçageme. O presidente da Assembleia Geral é o Correia de Campos. E não vou deixar de intervir no espaço público, vou continuar a dar aulas e conferências. O meu sonho não é ser presidente da Junta.


A nova directora

A partir do dia 1 de Novembro, o "Público" terá um novo nome no cabeçalho: Bárbara Reis, 41 anos, licenciada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa é a nova directora. Jornalista do "Público" desde o seu começo - saiu do Expresso em 1989 - foi correspondente em Nova Iorque.

A convite das Nações Unidas foi para Timor-Leste como porta-voz do Alto Comissário da ONU, Sérgio Vieira de Mello, que acompanhou até à sua morte, em 2002, vítima de um atentado em Bagdad atribuído à Al-Qaeda.

Correio da Manhã de 25.10.09: Rangel hesita e Coelho acelera.


Paulo Rangel hesita em subir ao ringue para defrontar Pedro Passos Coelho num combate pela liderança do partido. Tudo porque as correntes mais influentes no PSD não o vêem como o candidato ideal e consideram que o tempo é de tréguas.

O eurodeputado encontrou-se quinta-feira à tarde, antes da reunião do Conselho Nacional, com líder do PSD e, segundo apurou o CM, saiu “sem saber o que fazer”. O problema, revelaram fontes do PSD ao CM, não está na falta de apoio de Ferreira Leite num duelo com Coelho, mas no facto de os sectores mais tradicionais do PSD, como os cavaquistas e barrosistas, não se reverem na candidatura de Coelho, que consideram de ancorada em ‘sound bites’, nem nutrirem grande simpatia por Rangel. Consideram, além disso, que é tempo de parar e pensar o partido. Isto é, definir o projecto e encontrar quem melhor o pode protagonizar.

Já Passos Coelho está a aquecer para a batalha. Fonte partidária revelou ao CM que ele e Ângelo Correia “já começaram a dar a volta pelo País” e terão contactado um dirigente distrital a pedir uma reunião. Um contacto desmentido por Miguel Relvas, apoiante de Passos Coelho: “Não é verdade! Não houve nenhum encontro em nome da candidatura.”

PORMENORES

PSD-PORTO ESPERA

O líder do PSD do Porto, Marco António Costa, revelou ao ‘CM’ que não fará qualquer declaração de apoio antes de Março ou Abril, pois em seis meses acontecem muitas coisas.

UNIDADE NO PARTIDO

Fernando Negrão diz que o futuro líder lutará pela "unidade do PSD e reunirá condições para resolver os problemas internos e do País.

CANDIDATO DE COIMBRA

O advogado Castanheira Barros está a reunir assinaturas para concorrer à liderança.

Correio da Manhã de 25.10.09: Entrevista a Narciso Miranda - "Ando com medo há muito tempo".


Narciso Miranda, socialista que se candidatou contra o PS em Matosinhos, diz que o processo de expulsão do partido é uma perseguição política, uma tentativa de o assassinarem politicamente, e que o ódio contra ele é tanto que anda com medo há muito tempo.

Correio da Manhã/Rádio Clube – Vai entregar o cartão de militante do PS ou deixa seguir o processo mesmo correndo o risco de ser expulso?

Narciso Miranda – Respondo-lhe a essa questão de uma forma extremamente pragmática. Eu não estou a atravessar um problema de qualquer dissidência. Eu não sou dissidente de nada. Eu sou de facto socialista. O que se passa é uma divergência política com vários contornos, designadamente contornos que no essencial assentam em questões de ordem política mas também em questões de ordem de método e em questões que têm a ver com uma coisa que é sagrada.

ARF- Qual?

- São os princípios constitucionalmente definidos aos quais toda a gente está obrigada, mesmo o PS. Portanto, não há aqui uma questão de dissidência, há aqui uma divergência que conduziu a uma condenação kafkiana e eu sou vítima de um processo kafkiano. Eu sou ameaçado de ser castigado por um delito de opinião e este processo é sustentado numa atitude inquisitória.

- Porquê?

- Repare. Eu não sei de nada. Eu só tenho conhecimento do que vem na Comunicação Social. Isto é uma questão absurda, chocante, perturbadora do ponto dos princípios, das regras, dos direitos mais elementares dos cidadãos.

ND – Não acha que violou os estatutos do PS ao candidatar-se contra o PS em Matosinhos?

- Eu volto a insistir. É um problema político de fundo. Eu não sou dissidente de nada. Mas se queremos falar dos estatutos vamos falar disso. Quem violou os estatutos em primeiro lugar não fui eu. Há uma violação grosseira dos estatutos em Matosinhos. Sabe que de acordo com os estatutos qualquer candidato a um cargo público tem de ser previamente decidido nos órgãos próprios do partido. E mais. Nos termos dos estatutos qualquer militante designado para um cargo, nos termos do artigo 19 ponto 1, tem de ser sujeito a um escrutínio secreto. E sabe uma coisa? Os candidatos à Câmara de Matosinhos pelo PS não passaram pela Comissão Política concelhia. Não houve debate, não houve votação, nem de braço no ar, muito menos secreta.

ARF – Os seus problemas com o PS começaram em 2004 quando aconteceram os incidentes na lota de Matosinhos e a morte de Sousa Franco.

- Está enganado. Eu aconselho-o a ler o relatório do processo da lota que foi elaborado por Almeida Santos, Vera Jardim e Jorge Lacão.

ARF – Exacto.

- E nesse relatório estou completamente ilibado. E na parte final quase que me pedem desculpa por proporem que eu não tinha condições políticas para me candidatar em 2005 à Câmara de Matosinhos. Mas nesse relatório há condenações propostas. É proposta a expulsão de um militante do PS.

ARF – Não é Manuel Seabra, o seu opositor?

- Não é. E sabe o que lhe aconteceu depois? É dirigente distrital do PS, é dirigente nacional do PS pela mão dessas pessoas que estão hoje à frente do PS. Neste PS há dois pesos e duas medidas. Não façam julgamentos na praça pública.

ARF – Eu não estou a julgar nada. Só lhe estou a fazer perguntas..

- Eu sei que não.

ND- Não acha que, na prática, o que lhe está a acontecer no PS é o resultado desse incidente de 2004? Não foi desconsiderado desde então?

- Eu não posso ser condenado eternamente. Não me deram nenhuma pena. E se não fui candidato em 2005 isso é eterno, para toda a vida?

ND – Nessa altura achou isso razoável?

- Politicamente tomei uma decisão assumida. Nove meses antes das Autárquicas comuniquei ao secretário-geral, a sós, num almoço a sós, que não seria candidato a nada, pararia naquele momento e não queria nada. E fico-me por aqui sobre essa conversa.

ARF – Teve essa conversa com este secretário-geral, José Sócrates?

- Foi uma conversa entre mim e José Sócrates, secretário-geral e candidato a primeiro-ministro que se realizou no dia 3 de Janeiro de 2005. Repare. As eleições Autárquicas só se realizaram nove meses depois. Nessa altura transmiti ao secretário-geral, livremente, que não seria candidato a nada, estava sereno, tinha cumprido a minha missão e nessa altura eu sei o que é que me foi dito pelo secretário-geral. Como foi uma conversa a dois fico-me por aqui. Eu si bem o que me foi dito.

ARF – E não quer dizer o quer foi dito?

- Repito mais uma vez. É por isso que digo: não me espicacem, porque eu sei bem o que me foi dito. E como me foi dito depois em duas conversas no gabinete de Sua Excelência o senhor primeiro-ministro, em que o primeiro-ministro José Sócrates teve duas longas conversas comigo e sei bem aquilo que me transmitiu e sei muito bem, tenho bem presente o que lhe transmiti. E fico-me por aqui para lhe dizer também que esta questão é também uma questão de carácter.

ARF – De carácter?

- Repito. De carácter. Exactamente.

ND – Esta questão é levantada pela distrital do Porto e não pelo secretário-geral? É isso que está a dizer?

- Eu devo perguntar qual é a opinião do líder do PS sobre estas atitudes inquisitórias, sobre estas tentativas de condenação por delito de opinião, sobre este processo kafkiano, sobre esta condenação. Condenado à morte política. Como é que isto é possível num país democrático, num Estado de Direito? Isto são atitudes de gente muito pequenina, politicamente pequeníssima, sem estatura para perceber estas questões.

ARF – Falou nos estatutos. Mas quem foi o candidato do PS que foi designado de acordo com os estatutos?

- Nenhum.

ARF – É isso que lhe estou a perguntar. Nenhum?

- Nenhum. Repito. Nenhum. Desafio o secretário-geral e o presidente do PS para avaliarem bem o que estou a dizer. Não falo de cor. Os estatutos não foram cumpridos, foram grosseiramente violados na escolha de candidatos à Câmara de Matosinhos.

ARF – Não foi só à Câmara de Matosinhos. Pelos vistos em todo o País.

- É mentira. Diga-me uma Câmara em que a Comissão Política não tomou uma decisão.

ARF – Com voto secreto?

- Exactamente. Eu não conheço nenhuma.

ARF – Acha que em Lisboa o António Costa foi escolhido por voto secreto?

- Vamos imaginar, que eu não ando a fiscalizar os actos das concelhias, que há mais uma conhecia que não cumpriu os estatutos. Que relevante tem esse facto para o que lhe estou a dizer? Os estatutos não foram cumpridos.

ARF – Em Matosinhos.

- Vou-lhe repetir. Os estatutos do PS são claros. São claros quando dizem que nenhum militante se pode candidatar contra o PS como são claros quando dizem que as candidaturas às Câmaras têm de ser apresentadas na Comissão Política concelhia e votadas por voto secreto. E isso não aconteceu em Matosinhos.

ARF – Nos anos em que foi candidato foi sempre escolhido por voto secreto?

- Sempre votação em todos os órgãos da Comissão Política concelhia, excepto quando há consenso e se vota a lista do candidato designado a presidente de Câmara. Mas nem isso aconteceu agora. Mas este problema comigo é político, estou condenado à morte política, sem direito de defesa, numa atitude inquisitória, por delito de opinião, num processo kafkiano, que aponta para uma acção de purga, no sentido de criar as condições para pensamento único e agora o absurdo.

ARF – Qual absurdo?

- Até me apetece chorar quando digo isto. Isto acontece no PS, como é que isto é possível?

ND – Continua a ser militante socialista?

- Eu sou socialista de convicções e tomara eu que toda a gente que tem responsabilidades aos diversos níveis defendesse tão convictamente a declarações de princípios do PS e os seus valores. E agora estão a fazer alianças com o PSD para manter tachos. Que vergonha. Como é que isto é possível no meu partido? Peço ao secretário-geral do meu partido que diga uma palavra sobre isto. Uma palavra que seja.

ARF – Acredita que Sócrates vá dizer alguma coisa sobre isso?

- O que é que está subjacente à sua pergunta? Que a vida política em Portugal com uma carga de hipocrisia?

ARF – O Narciso Miranda conhece-o melhor do que eu. Há bocado referiu que teve três conversas com ele.

- Mas está a querer dizer que a vida política em Portugal se faz com uma carga de hipocrisia?

ARF – Mas é verdade ou não?

- Eu não quero acreditar que isso aconteça. Nem isso me fará desistir. Porque eu sou um combatente. Já muita gente me tentou enterrar politicamente vivo. Esta é a terceira tentativa. Não vão conseguir. Eu sou um resistente. E esta questão tem contornos de uma questão de carácter. Eu vou resistir a todas as perseguições pessoais e familiares.

ND – Vai cumprir o seu mandato de vereador em Matosinhos?

- As pessoas enganam-se muito a meu respeito. Eu nunca exerci o poder para ter poder. Nunca fiquei deslumbrado pelo poder. Eu sou contra estes ódios, estas tentativas de vingança. Desde as eleições só se fala em ódio, em vingança. Meu Deus. Tanta intolerância insustentável, insuportável.

ARF – Está a falar do PS.

- Não misturem o PS instituição com isto.

ND – Mas o PS são as pessoas que o dirigem neste momento.

- Pessoas? Está a falar da massa anónima?

ND – Estou a falar dos dirigentes.

- Ah sim, mas os dirigentes passam e o PS fica.

ARF – Mas é com esta direcção do PS que isto acontece.

- Espero que não pense que tudo é chafurdice na vida política.

ARF – O PS é dirigido por José Sócrates com quem falou três vezes e é agora que tudo acontece.

- Disse que tive conversas mas não disse qual foi o tema da discussão.

ARF – Eu sei. Mas as críticas que faz ao PS. Aos dirigentes do PS.

- Sim, aos dirigentes do PS. Eu tenho grande respeito pelos militantes.

ARF – Sim. Mas acha que a direcção do PS viola um conjunto de princípios. Viola a democracia, a liberdade.

- Mas eu não falo em conceitos. Nem em princípios. Eu apontei factos.

ARF – Como é que o Narciso Miranda olha para este PS? O PS de José Sócrates?

- Os partidos têm obrigação de dar o exemplo, respeitando os princípios estabelecidos.

ARF – Mas reconhece-se neste PS?

- Reconheço-me na declaração de princípios do PS.

ARF – Mas isso é outra coisa.

- Nos valores, nas regras.

ND – Há divergências entre a prática e os princípios?

- Está a ir à questão que eu quero. O que se passa em Matosinhos é uma divergência política. Por isso é que eu peço ao secretário-geral que fale sobre isso.

ARF – Não sei se é um homem de fé. Mas acredita nisso?

- Mais importante de ser um homem de fé sou um homem de honra. A honra é para mim sagrada. E isto tem muito a ver com carácter. Mas neste momento tenho de ser cauteloso.

ARF – Este PS tem caras, tem dirigentes nacionais.

- Hão-de passar. Se Deus quiser hão-de passar.

ARF – Hão-de passar?

- Hão-de passar.

ARF – Não ajudou Sócrates a ser eleito?

- Ajudei. E do ponto de vista político está a fazer um bom trabalho. Falta olhar um pouco para dentro do PS.-

ARF – O PS existe para além de José Sócrates neste momento?

- Claro que existe. Meu Deus.

ARF – O Narciso Miranda é uma vítima da asfixia democrática?

- Eu sou vítima de uma coisa muito mais grave. Vítima de ódios pessoais e vinganças. Nestes últimos quinze dias só foram transmitidas mensagens de ódio e intolerância.

ARF – Com este PS e com este secretário-geral o seu processo vai culminar com diálogo ou coma sua expulsão?

- Eu não tenho nada a apontar ao secretário-geral.

ARF – Mas é secretário-geral.

- O secretário-geral sabe bem as três conversas que teve comigo e sabe bem as respostas que eu lhe dei. E tenho a certeza que ele não tem uma pequeníssima coisa a apontar-me. Ele sabe que enfrentou um homem com carácter, com princípios. E nas três vezes disse-lhe que ele não me conhecia bem. Que eu era um homem de carácter.

ARF – Como é os cidadãos podem olhar para este PS depois de ouvir? Com algum medo?

- Eu Matosinhos há muito medo e em outros lados também. Exactamente. Tem razão. Há medo.

ARF – Há medo, não é?

- Medo. Eu tive medo se ser perseguido. Medo do que me fizeram há cinco anos. Eu ando com medo há muito tempo. Eu sou ameaçado. A minha família é perseguida.

ARF – Não acha que isso é muito grave?

- É muito grave.

Correio da Manhã de 25.10.09: Espionagem chinesa rouba dados pessoais.


A rede de espionagem Ghostnet, instalada na China, copiou processos judiciais portugueses, roubou dados pessoais de identificação nos serviços de Registo e Notariado e transformou o programa informático da justiça, intitulado Citius, num verdadeiro queijo suíço.

São muitos milhares os documentos devassados.

O CM apurou que essa é a realidade que começa a emergir na investigação portuguesa à empresa Trusted Technologies e aos dois arguidos já constituídos, que copiaram a informação dos sites chineses da Ghostnet.

A análise à informação recolhida nas buscas de anteontem está a permitir à PJ reconstituir o puzzle da devassa informática levada a cabo.

O ataque dos piratas chineses, segundo apurou o CM, demonstra a grande vulnerabilidade da rede informática da Justiça (programa Citius) e põe em xeque o segredo de justiça.

Só o sistema da Polícia Judiciária de gestão dos inquéritos-crime terá escapado à intrusão dos piratas informáticos, que, no entanto, copiaram vários documentos de procedimentos internos. Nas magistraturas, porém, receia-se o pior, já que o Citius terá evidenciado uma enorme vulnerabilidade, segundo disseram as fontes contactadas pelo CM. Há mesmo quem tenha feito a comparação com um queijo suíço, permitindo aos piratas aceder a processos em segredo de justiça.

Na área dos Registos e Notariados terão sido copiados documentos relacionados com dados pessoais de identificação e a investigação está a apurar se foi atacada a base de dados do Cartão do Cidadão.

JUÍZES NÃO CONFIAM NO CITIUS

O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portuguesas, António Martins, reiterou ontem as conclusões de um estudo realizado em Julho, no qual a maioria dos juízes não confia no sistema informático Citius, alvo de espionagem por uma rede criminosa chinesa.

António Martins recusou comentar as vulnerabilidades demonstradas pela acção da Ghostnet, por ter sido aberto um inquérito judicial.

Em Julho, no estudo realizado pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses sobre os primeiros seis meses de Citius, o programa revelava sérias fragilidades: 60% dos juízes não confiaram na fiabilidade e na segurança do sistema, 75% disseram que era ineficaz e 79% afirmaram que demoravam mais do dobro do tempo no expediente diário nos processos em comparação com o trabalho realizado sem o Citius (de três minutos e meio para sete minutos e meio por processo).

O bloqueio do sistema foi outra das queixas.

DISCURSO DIRECTO

"INVESTIGAÇÃO EM PERIGO", Rui Cardoso, Sec. geral do Sind. Magistrados do MP

Correio da Manhã – Quais os riscos de espiões invadirem o programa informático do Ministério da Justiça?

Rui Cardoso – Confirmado que o sistema é vulnerável, está em risco o nosso trabalho. A investigação criminal fica em perigo e o segredo de justiça seriamente comprometido. Os processos contêm também dados da vida privada que devem ser protegidos.

– 0 vosso sindicato sempre foi crítico para com o programa informático Citius?

– Sim, por três razões: a questão da segurança que agora é colocada em causa; o próprio programa por si não satisfazer todas as necessidades do sistema; e por haver dados do Ministério Público e dos Tribunais geridos por institutos do Ministério da Justiça.

– Verificada a espionagem, o que deve ser feito?

– Suspender os programas para lhes garantir segurança. Mesmo que seja preciso parar um dia ou uma semana.

Sol de 23.10.09: Sindicato defende levantamento rigoroso de necessidades de magistrados.


João Palma falava no Funchal, no final de uma visita de trabalho que o SMMP efectuou sexta-feira à Região Autónoma da Madeira, da qual fez «um balanço muito positivo» dos encontros com o presidente do Governo Regional, Representante da República, responsável da secção regional do Tribunal de Contas e os magistrados em funções no arquipélago.

«É altura, quando se prepara novo curso do Centro de Estudos Judiciários (CEJ), que a Procuradoria-Geral da República faça um levantamento rigoroso das necessidades de magistrados ao nível do país, e em particular da Madeira, para indicar ao CEJ e ao Ministério da Justiça qual o número de magistrados que precisamos no Ministério Público», disse.

João Palma acrescentou que como «vai ser aberto um curso extraordinário de formação de magistrados, se este não tiver vagas suficientes, os efeitos do curso serão anulados».

«Apelo ao Conselho Superior do MP e à Procuradoria-Geral da República que faça um levantamento rigoroso das necessidades do país e indique ao Ministério da Justiça para que esse curso tenha vagas necessárias», acrescentou.

O responsável do sindicato referiu que a Madeira tem algumas carências de quadros de magistrados do MP e funcionários, sendo «cada vez mais complicado e difícil, face à procura dos tribunais e ao aumento do número de inquéritos, o Ministério Público responder com eficácia à investigação criminal».

Segundo João Palma, esta região ainda tem de recorrer aos serviços de alguns representantes, pelo que precisava de ter mais três magistrados do MP.

O responsável apontou ainda que a área da Família e Menores «é muito sensível» também na Madeira, onde existe apenas um tribunal com competência especializada no arquipélago, no Funchal, defendendo que a Procuradoria-geral «deve ponderar a possibilidade de alargamento dessa competência a outras comarcas da região».

Outro dos problemas verificados na Madeira é o da rotatividade dos magistrados, sustentando o presidente do SMMP que devem ser criados incentivos e condições para que os magistrados se fixem na Madeira “a um ritmo menos acelerado”.

«É complicado fixarem-se, são na maioria oriundos do continente, há o problema da separação da família e é preciso criar incentivos ao nível do subsídio de insularidade, que é insuficiente», argumentou.

Para João Palma, é preciso «olhar para isso com muita atenção, se se quiser que a Madeira tenha o quadro necessário de magistrados para garantir a regularidade de trabalho que é necessário assegurar».

Segundo o responsável do sindicato, é importante desenvolver toda uma área de incentivos e condições «para evitar que os magistrados passem episodicamente pela região, com efeitos negativos ao nível do serviço».

Lusa / SOL

sábado, 24 de outubro de 2009

LISTA DE ALGUNS MAÇONS QUE ESTÃO A "SUGAR" PORTUGAL.




“OS PERSONAGENAGENS”

AS LIGAÇÕES PODEROSAS E PERIGOSAS DA ORGANIZAÇÃO
QUE NÃO QUER APARECER



“A MAÇONARIA POR DENTRO”


Estrutura dirigente da GLRP



Mário Martins Guia - Grão-mestre / Norton de Matos

José Moreno - Vice-grão-mestre / Mercúrio

Júlio Meirinhos - Vice-grão-mestre / Rigor

Paulo Noguês - Assistente de grão-mestre / Brasília

Luís Lopes - Assistente de grão-mestre / Marquês de Pombal

R. LeIé - Assistente vice-grão-mestre moreno I Mestre Afonso Domingues

A. Rente - Assistente vice-grão-mestre meirinhos / Egitânia

José Coelho Antunes - Grande secretário INorton de Matos

I. Fonseca - Vice-grande secretário / Norton de Matos

Manuel Martins da Costa - Assistente de / grande secretário / Marquês de Pombal

Mário Gil Damião da Silva - Assistente de grande secretário I Norton de Matos

J. A. Ferreira - Grande correio-mor / Estrela da Manhã

Alcides Guimarães - Primeiro grande vigilante / Rei Salomão

L. Homem - Segunda grande vigilante / Conímbriga

Augusto Castro - Vice-primeiro grande vigilante / Anderson

R. Cruz - Vice-segundo grande vigilante / Portus Calle

Francisco Queiroz - Grande capelão / Teixeira de Pascoaes

Benito Martinez - Vice-gronde capelão / Quinto Império

Mário Máximo - Grande orador / Nova Avalon

H. Veiga - Vice-grande orador / Bispo Alves Martins

Vítor Gabão Veiga - Grande hospitaleiro e esmoler / Soliditas

António Vicente - Grande arquivista e bibliotecário I Harmonia

Arnaldo Matos - Grande porta-estandarte / Miramar

Manuel Cabido Mota - Grande superintendente e guardião do templo / Harmonia

Luís Honrado Ramos - Grande mestre de cerimónias / Almeida Garrett

Miguel Cardina - Primeiro grande experto / Mestre Afonso Domingues

Luís Pombo - Segunda grande experto / Miramar

Esmeraldo Mateus Vivas - Segundo grande experto / Marquês de Pombal

Manuel Pinto - Grande organista / Porto do Graal

Nuno Jordão - Grande porta-espada I Nova luz

J. Ruah - Grande inspector I Mestre Afonso Domingues

João Oliveira e Silva - Grande inspector I Fernando Pessoa

Edgar Gencsi - Grande inspector I Miramar

Manuel Sacavém - Grande inspector / Lusitânia

Nuno Silva - Vice-grande inspector / Fernando Pessoa

José Fernando d’AIte - Vice-grande inspector / Almeida Garrett

G. Ribeiro - Vice-grande inspector I Aristides Sousa Mendes

Manuel Tavares Oliveira - Vice-grande inspector / Anderson

José Oliveira Costa - Assistente grande inspector / Bispo Alves Martins

Armando Anacleto - Assistente grande inspector / Egitânia

António Delfim Oliveira Marques - Assistente grande inspector / Egas Moniz

Jorge Vilela Carvalho - Assistente grande inspector I Astrolábio

Paulo Albuquerque - Assistente grande inspector / Lusitânia



Membros do Governo e Deputados

(Nomes que são da Maçonaria ou, em algum momento, foram Membros)


Rui Pereira (actual ministro da Administração Interna e ex-director dos serviços secretos)

António Castro Guerra (actual secretário de Estado adjunto, da Indústria e Inovação)

António Arnaut (ex-ministro socialista)

Jorge Coelho (ex-ministro socialista)

António Vitorino (ex-rninistro socialista, entretanto expulso do GOL)

Isaltino Morais (ex-ministro social-democrata e actual presidente da Câmara de Oeiras)

Almeida Santos (ex-ministro e ex-presidente do Parlamento)

João Cravinho (ex-ministro socialista)

Armando Vara (ex-ministro PS e actual administrador da CGD)

Rui Gomes da Silva (deputado e ex-ministro do PSD)

Carlos Zorrinho (ex-secretário de Estado PS e coordenador do Plano Tecnológico)

Fausto Correia (eurodeputado e ex-secretário de Estado socialista)



Juristas, Diplomatas e Espiões


António Lamego (advogado)

António Pinto Pereira (advogado)

José António Barreiras (advogado)

Diamantino Lopes (ex-vice-bastonário da Ordem dos Advogados)

Rodrigo Santiago (advogado)

Nuno Godinho Matos (advogado)

Guerra da Mata (advogado)

Miguel Cardina (advogado)

Manuel Pinto (advogado)

Luís Moitinho de Oliveira (advogado)

Ricardo Sá Fernandes (advogado e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do PS)

Ricardo da Velha (desembargador jubilado e exparticipante no programa televisivo O Juiz Decide)

Jorge Silva Carvalho (chefe de gabinete de Júlio Pereira, director do Serviço de Informações da República Portuguesa)

José Manuel Anes (director da revista Segurança e Defesa)

José Fernandes Fafe (diplomata)

Fernando Reino (diplomata jubilado)



Gestores, Médicos e Militares


Abel Pinheiro (administrador da Grão-Pará)

Maldonado Gonelha (administrador da Caixa Geral de Depósitos e ex-ministro da Saúde socialista)

Fernando Lima Valadas (gestor da construtora Abrantina)

Amadeu Paiva (administrador da Unicre)

Carlos Monjardino (presidente da Fundação Oriente)

José Miguel Boquinhas (médico, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e ex-secretário de Estado socialista)

Germano de Sousa (ex-bastonárioda Ordem dos Médicos)

Cipriano Justo (médico e sindicalista)

Jacinto Simões (médico e ex-director do Hospital de Santa Cruz)

Santinho Cunha (médico legista)

Vasco Lourenço (militar de Abril)

Palma lnácio (ex-resistente antifascista e LADRÃO)



Professores, Arquitectos, Escritores, Músicos e "Outros"


José Júlio Gonçalves (ex-reitor da Universidade Moderna)

António de Sousa Lara (professor e exsubsecretário de Estado da Cultura socialdemocrata)

Lemos de Sousa (professor catedrático)

Jorge de Sá (professor e director da empresa de sondagens Aximage)

Fernando Condesso (professor)

José Manuel Fava (arquitecto e ex-sogro de José Sócrates)

Troufa Real (arquitecto)

José Jorge Letria (escritor)

Mário Zambujal (escritor)

José Fanha (escritor)

Fausto (cantor)

Carlos Alberto Moniz (cantor)

José Nuno Martins (apresentador)

Nicolau Breyner (actor)

Moita Flores (argumentista e presidente da Câmara Municipal de Santarém)

Henrique Monteiro (director do jornal Expresso)

João Proença (secretário-geral da UGT)

Agência Financeira de 24.10.09: Pobreza estrutural em Portugal pode chegar aos 40%.


«Não aceito esta vergonha no nosso país», diz presidente da AMI

O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI) afirmou esta sexta-feira, no Funchal, que a taxa de pobreza poderá rondar os 40 por cento se incluir o número de pessoas com rendimento social de inserção e complemento social para idosos.

«Não aceito esta vergonha no nosso país», disse o médico, durante o 3º congresso nacional dos economistas, acrescentando que existe uma «pobreza estrutural no país».

«Combater a pobreza é uma causa nacional», frisou ainda Fernando Nobre, que considera que uma análise mais profunda à situação poderá indicar que a taxa da pobreza em Portugal poderá rondar os 40%, se fossem tidos em conta os números dos que usufruem do rendimento social de inserção e do complemento solidário para idosos.

Frasquilho defende poupanças no Estado para pagar políticas sociais

O economista Miguel Frasquilho, também presente no Congresso dos Economistas, defendeu que a redução das despesas de funcionamento do Estado e da dívida externa assim como o crescimento robusto da economia para Portugal enfrentar os desafios futuros na área das políticas sociais.

Ao intervir no painel das políticas sociais no Congresso dos Economistas, este economista apontou que, para enfrentar as despesas ligadas às pensões e à Saúde, «que vão aumentar», Portugal tem que «actuar em outras áreas, nomeadamente ao nível das despesas de funcionamento do Estado com pessoal e consumos internos porque senão teremos a despesa pública a aumentar de forma explosiva».

Miguel Frasquilho considerou ser «insuportável» para a economia portuguesa mais um amento de impostos para ultrapassar os défices da dívida pública e externo pelo que defendeu a criação de medidas de robustecimento da economia portuguesa.